EVANGELHO DE JESUS: Mt 13:31-32; Mc 4:30-32; Lc 13:18-19
PATROLOGIA
Tomas de Aquino: Catena aurea
PERENIALISTAS
Roberto Pla: Evangelho de Tomé - Logion 11; Evangelho de Tomé - Logion 20
René Guénon: O GRÃO DE MOSTARDA
Para voltarmos ao "éter no coração", um dos textos fundamentais a seu respeito é o seguinte: "Nessa morada de Brahma (isto é, no centro vital que estamos tratando) há um pequeno lótus, uma habitação na qual existe uma pequena cavidade (danará) ocupada pelo éter (akasha); devemos buscar o que está nesse local, e o conheceremos" (Chhandogya Upanishad). O que assim reside no centro do ser, não é simplesmente o elemento etéreo, princípio dos quatro elementos sensíveis, como poderiam acreditar aqueles que se detivessem no sentido mais exterior, ou seja, que se refere unicamente ao mundo corporal, e no qual esse elemento desempenha por certo a função de princípio, visto que a partir dele, por diferenciação das qualidades complementares (aparentemente opostas em sua manifestação exterior) e pela ruptura do equilíbrio primordial em que estavam contidos no estado "indistinto", foram produzidas e desenvolvidas todas as coisas desse mundo (Guenon Teoria Cinco Elementos). Nesse caso, porém, trata-se apenas de um princípio relativo, da mesma maneira que o próprio mundo é relativo e não passa de um modo especial da manifestação universal. Mas não é menos verdadeiro que essa função do éter, enquanto primeiro dos elementos, é o que torna possível a transposição que nos interessa efetuar; todo princípio relativo, por não deixar de ser um verdadeiro princípio em sua ordem, é uma imagem natural, embora mais ou menos distante, e uma espécie de reflexo do Princípio absoluto e supremo. Tal como o final do texto citado indica expressamente, o éter só está aí designado enquanto suporte para essa transposição, pois se não se tratasse de alguma coisa além do que as palavras empregadas exprimem de forma literal e imediata, não haveria evidentemente nada a ser buscado. O que se busca é a realidade espiritual que corresponde analogicamente ao éter, sendo este, por assim dizer, a sua expressão no mundo sensível. O resultado dessa busca é o que propriamente se designa por "conhecimento do coração" (hârda-vidyâ), que também é, ao mesmo tempo, o "conhecimento da cavidade" (dahara-vidyâ), equivalência que se explica no sânscrito pelo fato de que as palavras correspondentes Qiârda e danara) são formadas pelas mesmas letras, só que numa ordem diferente. É, em outros termos, o conhecimento do que há de mais profundo e mais interior no ser.
GURDJIEFF
Maurice Nicoll: GRÃO DE MOSTARDA
NOTAS: